Pular para o conteúdo

Curso

Parapente é seguro? Como o curso reduz os riscos

O parapente tem risco, e ele se concentra em pontos conhecidos. Veja onde estão os riscos e o que o curso faz em cada um: solo, vento, rádio e reserva.

12 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

O parapente é um esporte de risco controlado. O risco existe, mas se concentra em pontos conhecidos: perto do chão, nas decisões antes do voo e nos primeiros anos depois da formação. O curso da Wind Coast trabalha cada um deles, com muito treino de solo, decisão de voar tomada pelo instrutor, rádio em todo voo, equipamento revisado e acompanhamento depois da formatura.

Onde estão os riscos

Os dados das federações europeias mostram um padrão claro:

  • Perto do chão. Nos dados da federação alemã, inflagem, decolagem, aproximação e pouso somam cerca de 64% dos acidentes.
  • Na cabeça do piloto. Instrutores da federação francesa associam cerca de 80% dos acidentes a fatores não técnicos, como decisão ruim e pressão para voar.
  • No começo. Num estudo com dados alemães, pilotos com menos de 100 voos foram 40% dos feridos.

Por isso, na primeira aula de teoria, o Eladio resume assim: “O voo em si é a parte mais tranquila”. O curso foi desenhado em volta desses três pontos.

Primeiro o chão, depois o ar

Ninguém decola no primeiro dia. Antes do voo vêm a teoria e de 16 a 40 horas de treino de solo, em que você aprende a inflar, controlar e derrubar a vela com os pés no gramado. A primeira decolagem só acontece quando o instrutor vê esse controle.

No solo você também aprende a abortar. Dá para abortar a qualquer momento antes de sair do chão, e uma corrida descontrolada que não foi abortada é a principal causa de acidente na decolagem.

Só se voa com condição segura

O instrutor avalia a condição todos os dias antes da aula. Aula prática sem condição segura de vento vira aula teórica ou é remarcada, sem custo. Assim, não existe pressão para voar num dia ruim só porque a aula estava marcada.

O clube também sinaliza a condição na biruta da rampa. Bandeira amarela: decolagem só a partir do IPPI 3. Preta: decolagem proibida. Preta e vermelha: proibido pousar na rampa. Veja as bandeiras da rampa.

Regras que não se negociam

  • Rádio e capacete em todo voo.
  • Ninguém decola sem o check de 5 pontos: piloto, linhas, vela, vento e espaço.
  • Se o instrutor disser não, a resposta é não.
  • Nenhuma pergunta é boba.

O check de 5 pontos parece simples, e é. Mas em 2023 perneiras abertas causaram três mortes na Europa, todas com check incompleto. É por isso que ele é repetido em toda decolagem, do treino de solo em diante.

O rádio em todo voo

No primeiro voo solo e nos seguintes, até a formatura, você decola, voa e pousa com o Eladio falando pelo rádio: quando correr, quando frear, para onde virar e como aproximar para o pouso. Do chão, ele vê a vela inteira e a sua posição em relação ao morro. Os voos solo acompanhados por rádio não têm limite até a formatura.

Equipamento que perdoa e está em dia

As velas da escola são da Sol, da classe EN-A, a mais tolerante e indicada para alunos. Cada aluno voa dentro da faixa de peso da vela, onde ela se comporta melhor. Velas e reservas da escola são revisados conforme o calendário de cada fabricante.

O reserva também é treinado. No módulo de incidentes, antes do primeiro voo, o lançamento em cinco passos é praticado com cada aluno pendurado na selete, até o gesto sair sem pensar. A regra é curta: “Na dúvida, lance”. Mais em quando acionar o paraquedas reserva.

Depois da formatura

Os primeiros voos depois do curso são os que mais pedem companhia. O Eladio explica isso na aula sobre incidentes: “Os primeiros dois anos são os mais perigosos: é aí que eu fico do seu lado”. Na Wind Coast, ele está sempre no Clube de Voo Livre e segue acompanhando os voos de cada formado até ele voar com total autonomia.

A sua parte

A segurança também depende de você. Antes de ir à rampa, faça uma checagem pessoal: está saudável, sem remédio que dê sono, calmo, sem álcool, descansado, alimentado e hidratado? Um “não” já é motivo para não voar.

Quem tem problema cardíaco, de coluna ou está grávida deve consultar um médico antes do curso, e qualquer condição de saúde deve ser contada ao instrutor na primeira conversa. O seguro de acidentes pessoais é contratado à parte. Veja também como a escola trata o tema em segurança.

Perguntas frequentes

Parapente é perigoso?
É um esporte de risco controlado. A maior parte dos acidentes acontece perto do chão e tem causas ligadas a decisões, que é onde o curso concentra o treino.
Quem decide se dá para voar no dia?
No curso, o instrutor. Ele avalia a condição antes da aula, e sem condição segura a aula vira teórica ou é remarcada, sem custo.
O curso tem seguro?
O seguro de acidentes pessoais é contratado à parte.

Comece pela conversa com o instrutor

WhatsApp (13) 99169-4774
WhatsAppLigar

Fale com o Eladio pelo celular

Aponte a câmera do celular para o código: o WhatsApp abre com a mensagem pronta.

Ou ligue:

(13) 99169-4774