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Guia do Piloto

O que indicam as bandeiras na rampa de parapente?

Revisado por Eladio Nascimento, instrutor da CBVL · atualizado em

Na biruta da rampa do Itararé, o Clube de Voo Livre usa três sinais. Bandeira amarela: só decola piloto a partir do IPPI 3, o antigo Nível 2. Bandeira preta: decolagem proibida. Preta e vermelha: proibido pousar na rampa. Sem bandeira, vale a condição normal, e o aluno decola com a liberação do instrutor.

O significado de cada cor

Cada clube define as próprias regras para a rampa: quem pode decolar, em que condição e como isso é sinalizado. As bandeiras são a forma de mostrar isso a todos de longe, de relance, para o piloto que acabou de chegar e para quem está se preparando para decolar. No Clube de Voo Livre do Litoral Paulista, são três:

  • Amarela

    O que quer dizer
    Decolagem só a partir do IPPI 3 (antigo Nível 2)
    Para o aluno e o recém-formado
    Não decola
  • Preta

    O que quer dizer
    Decolagem proibida para todos
    Para o aluno e o recém-formado
    Não decola
  • Preta e vermelha

    O que quer dizer
    Proibido pousar na rampa
    Para o aluno e o recém-formado
    Pouso só na área de pouso
  • Sem bandeira

    O que quer dizer
    Condição normal
    Para o aluno e o recém-formado
    Decola com a liberação do instrutor

O recém-formado é IPPI 2, o antigo Nível 1. Com a bandeira amarela, ele fica no chão até subir de nível, por mais que a condição pareça boa para quem já está voando.

A biruta: direção e variação do vento

A biruta é o instrumento mais simples da rampa e um dos mais úteis. Ela mostra de onde vem o vento e quanto ele varia. Uma biruta que oscila muito ou gira mostra um vento instável. Ciclos de vento que mudam de direção na rampa são um dos sinais de térmica, ao lado dos urubus circulando, dos redemoinhos de poeira e dos cúmulos se formando.

A biruta mostra a direção; a força se mede com o anemômetro. A medida certa leva de 1 a 2 minutos, anotando a média e os picos. E não basta olhar a da rampa: no pouso, a biruta, as bandeiras e a ondulação da água mostram o vento lá embaixo, e o pouso é sempre contra o vento.

Onde as bandeiras entram na checagem do tempo

  • Três dias antes e na véspera: vem frente fria?
  • Na manhã do voo: METAR, imagem de satélite e avisos.
  • No pouso: biruta e anemômetro.
  • Na rampa: biruta e bandeiras, medir de novo e observar de 10 a 15 minutos.
  • No curso, a decisão final é do instrutor.

Os aplicativos e sites da previsão estão em apps de voo, e a câmera da rampa, na webcam.

A decisão é sua, não do grupo

“Todo mundo está voando” não é argumento. A condição que serve para um piloto experiente pode não servir para quem acabou de se formar. Avalie o dia para o seu nível, não para o de quem já está no ar.

Voltar para casa sem voar não é fracasso: é decisão de piloto. Instrutores da federação francesa associam cerca de 80% dos acidentes a fatores que não são técnicos, como uma decisão ruim e a pressão para voar.

Depois de decolar

A leitura do vento não acaba na rampa. Em voo, tenha sempre na cabeça quatro coisas: de onde vem o vento, onde está o pouso, quem está perto e quanta altura você tem.

Como isso entra no curso da Wind Coast

As bandeiras entram no módulo sobre a norma e as regras do clube: o Eladio mostra a biruta da rampa e explica cada bandeira na própria rampa. Antes disso, nas aulas de meteorologia, você aprende a ler a biruta e a medir o vento.

No curso, quem libera cada decolagem é o instrutor. As bandeiras são uma informação a mais, e você aprende a lê-las para o dia em que voar por conta própria.

Este guia não substitui a instrução prática com um instrutor homologado.

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