Pular para o conteúdo

Pilotos avançados

Estol e parachutagem no parapente: como reconhecer e sair

Como reconhecer o estol, a parachutagem e a negativa no parapente, o que provoca cada um e os princípios de saída, com o treino reservado ao curso SIV.

12 de outubro de 2026 · 4 min de leitura

Estol é quando a asa para de voar: o ângulo de ataque fica grande demais, o ar descola do extradorso e a vela cai para trás do piloto. Parachutagem é quando a vela continua inflada, mas quase sem velocidade, descendo na vertical. A regra que vale para as duas situações em voo normal é a mesma: o erro é frear. Na parachutagem, solte totalmente os freios. O estol completo e a saída dele só se treinam em curso SIV, sobre a água, com instrutor e barco de resgate.

O que acontece no estol

O freio aumenta o ângulo de ataque e reduz a velocidade. Freio fundo, por tempo demais, leva o ângulo além do limite: o fluxo de ar descola da superfície de cima, a sustentação some e a vela, que estava acima do piloto, recua bruscamente. Ela pode perder a forma e balançar de modo violento.

A saída do estol completo é a parte mais delicada. Soltar os freios de uma vez, ou de forma desigual, faz a vela avançar muito à frente do piloto, com risco de fechamento frontal, assimétrico ou gravata. A técnica de estabilizar e soltar de forma simétrica e progressiva depende da vela e só se aprende com instrutor, no SIV.

Os sinais de aproximação do estol

  • O freio fica mais duro e depois, de repente, mais leve.
  • O som do vento diminui muito.
  • Você sente que está indo para trás, ou que a vela fica para trás de você.
  • A vela perde a forma nas pontas ou amolece.

Com qualquer desses sinais, suba as mãos de forma suave e deixe a vela ganhar velocidade. Mãos em cima é o voo mais eficiente e o mais seguro.

Negativa: o estol de um lado só

Na negativa, um lado da vela para de voar e gira para trás, enquanto o outro continua avançando. A causa típica é freio demais de um lado em baixa velocidade: uma curva apertada demais com a vela lenta, ou uma reação exagerada a um fechamento. A reação é soltar os freios para a vela voltar a voar. Prevenção: curvas coordenadas, com olhar, peso e freio juntos, e nunca freio fundo de um lado em baixa velocidade.

Parachutagem: a vela inflada que não avança

Na parachutagem, a vela parece normal, mas quase não avança e desce na vertical, mais rápido do que no voo normal. O piloto sente pouco vento no rosto e a vela levemente atrás. As causas mais conhecidas:

  • Freio mantido por tempo demais, por exemplo para "segurar" a vela.
  • Vela molhada, por chuva ou garoa. O tecido molhado fica mais pesado e muda o comportamento da asa.
  • Vela porosa ou com linhas fora de medida, pela idade, pelo uso ou pelo sol. Por isso a revisão periódica importa.
  • Saída de outras manobras, como orelhas ou B-stall desfeitos de forma lenta demais.

Princípios de saída: solte totalmente os freios. Nunca freie, porque frear numa parachutagem leva ao estol. Muitos manuais indicam, se a vela não voltar a voar, empurrar o acelerador ou os tirantes A para baixar o ângulo de ataque. Siga o que o manual da sua vela diz.

Começou a chover? Pouse.

Essa regra do curso vale para qualquer nível. Uma vela molhada fica mais sujeita à parachutagem, e o comportamento dela deixa de ser o que você conhece.

Perto do chão

Estol e parachutagem perto do chão são graves porque não há altura para a vela recuperar velocidade. A prevenção pesa mais que a técnica: mãos em cima na aproximação, nada de frear fundo para perder altura na final e nenhuma decolagem com vela molhada. Se a vela não voa e não há altura, o reserva é a resposta. Veja quando acionar o reserva.

Manutenção também previne

Vela com tecido poroso ou linhas encolhidas pode parachutar sem que o piloto faça nada de errado. A revisão conforme o fabricante mede a porosidade e confere o comprimento das linhas. Veja como funciona a revisão do equipamento.

Depois da formatura, o Eladio segue no clube orientando os voos de quem se formou na Wind Coast. Saiba como funciona o acompanhamento.

Este texto não substitui a instrução prática com um instrutor homologado.

Perguntas frequentes

O que fazer numa parachutagem?
Soltar totalmente os freios. Nunca frear. Se a vela não voltar a voar, muitos manuais indicam empurrar o acelerador ou os tirantes A; siga o manual da sua vela.
Qual a diferença entre estol e parachutagem?
No estol, a vela para de voar e cai para trás do piloto. Na parachutagem, ela continua inflada, mas quase sem velocidade, descendo na vertical. As duas costumam nascer de freio demais.
Onde se aprende a sair do estol?
Em curso SIV, sobre a água, com instrutor no rádio e barco de resgate. A saída do estol completo exige técnica específica para a vela não avançar demais e fechar.

Comece pela conversa com o instrutor

WhatsApp (13) 99169-4774
WhatsAppLigar

Fale com o Eladio pelo celular

Aponte a câmera do celular para o código: o WhatsApp abre com a mensagem pronta.

Ou ligue:

(13) 99169-4774