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Aulas teóricas · Módulo 4

Aerodinâmica

Antes do treino de solo · 60 min de aula · 12 cards. Ao fim do módulo, o aluno entende por que o parapente voa, o que muda com o freio, como o vento altera o planeio e o que acontece quando a asa para de voar.

Perfil da asa: setas azuis contornando o perfil, “−” em cima, “+” embaixo, seta verde de sustentação
Vela em perfil com o piloto: setas de peso, sustentação, arrasto e resultante
Perfil da asa em três posições: acelerado, mãos em cima, freado; a última com fluxo descolado em vermelho
Vela e piloto na selete de frente, com um arco de pêndulo tracejado
Duas curvas que se cruzam e a curva da soma, com o ponto mais baixo marcado
Gráfico da polar com os quatro pontos rotulados
Régua de velocidade com as faixas mínima, mãos em cima e acelerada
Duas trajetórias saindo do mesmo ponto: contra o vento (curta) e a favor (longa)
A mesma vela com piloto leve e pesado, setas de velocidade de tamanhos diferentes
Perfil da asa com fluxo descolado em vermelho e ✗
Vela em perfil descendo na vertical, seta vermelha
Perfil da asa com os três pontos

1 de 12

O que cada card diz

  1. 1. Por que o parapente voa

    O ar passa mais rápido por cima do perfil e a pressão cai; embaixo ela é maior. Essa diferença é a sustentação. O parapente é um planador: está sempre descendo devagar pelo ar.

  2. 2. As forças do voo

    O peso puxa para baixo. A sustentação (perpendicular ao ar que vem de frente) e o arrasto (contrário ao movimento) somam uma resultante, que equilibra o peso no voo estável.

  3. 3. Ângulo de ataque

    É o ângulo entre o perfil e o ar que vem de frente. O freio aumenta o ângulo e a vela desacelera; o acelerador (barra de pés) diminui e ela acelera. Ângulo grande demais faz a asa estolar.

  4. 4. Um pêndulo de 7 metros

    Você fica uns 7 m abaixo da vela. Isso traz a vela de volta para cima de você, mas cria balanços que o piloto amortece com freio suave.

  5. 5. Dois tipos de arrasto

    O induzido nasce da sustentação e diminui com a velocidade. O parasita vem de linhas, piloto e selete, e aumenta com ela. O melhor planeio fica onde a soma é menor.

  6. 6. A polar de velocidade

    O gráfico mostra quanto a vela desce em cada velocidade. Quatro pontos importam: mínima, mínimo afundamento, melhor planeio (perto das mãos em cima) e máxima com acelerador.

  7. 7. Os números de uma vela escola

    Mãos em cima: 36 a 39 km/h. Mínima: 23 a 25 km/h. Com acelerador: 46 a 48 km/h. Desce cerca de 1,1 m/s e avança uns 9 m para cada metro de altura.

  8. 8. O vento muda o planeio

    Em relação ao ar o planeio é o mesmo; em relação ao chão, não. Com 20 km/h de vento de frente, cai de 9 para cerca de 4. Em ar descendente também despenca: solte os freios e saia dali.

  9. 9. Carga alar

    É o peso total dividido pela área da vela. Mais carga deixa a vela mais rápida e mais viva, com o mesmo planeio. Mais um motivo para voar dentro da faixa de peso.

  10. 10. Estol: a asa para de voar

    Freio fundo por tempo demais aumenta o ângulo de ataque até o ar descolar do extradorso. A sustentação some e a vela cai para trás. Aluno nunca procura o estol.

  11. 11. Parachutagem

    A vela fica inflada, mas quase sem velocidade, e desce na vertical a 4 a 6 m/s. Causas: freio mantido, vela molhada ou porosa. Saída: soltar totalmente os freios. Nunca frear.

  12. 12. Resumo em 3 pontos

    1. A asa voa enquanto o ar passa por ela. 2. Freio aumenta o ângulo de ataque e reduz a velocidade. 3. Mãos em cima é o voo mais seguro. Pergunta: o que fazer numa parachutagem?

Como isso entra no curso

Este módulo é dado em sala, antes do treino de solo, pelo próprio Eladio. Os cards são o roteiro da aula: a explicação, os exemplos da rampa do Itararé e as perguntas acontecem ao vivo.

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