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O que cada card diz
1. Ar estável e ar instável
Ar que sobe esfria cerca de 1 °C a cada 100 m. Se a bolha continua mais quente que o ar em volta, segue subindo: ar instável, com térmicas e rajadas. Se fica mais fria, volta: ar estável, voo liso.
2. Térmicas
O sol aquece o solo de forma desigual e solta bolhas de ar quente, que sobem em colunas inclinadas pelo vento. Nascem em topos, pedras e bordas de áreas diferentes. Sobre a água quase não se formam.
3. Sinais de térmica
Urubus circulando, redemoinhos de poeira, cúmulos se formando, vela pressurizando de repente e ciclos de vento que mudam de direção na rampa.
4. Térmica e o aluno
A CBVL recomenda os primeiros voos cedo ou no fim do dia, sem atividade térmica. Vento que gira e muda de força sem padrão na rampa: não decole.
5. Nuvens que importam
Cúmulos de base plana indicam térmicas. Se crescem mais altos que largos e a base escurece, viram perigo. A base fica a cerca de (temperatura − ponto de orvalho, a temperatura de saturação) × 125 m.
6. Cumulonimbus
A nuvem de tempestade: ascendentes acima de 5 m/s, descendentes acima de 10 m/s e rajadas de 40 a 70 km/h, que alcançam até 16 km da nuvem. Viu uma se formando? Pouse.
7. Raios
Se ouviu trovão, você já está ao alcance de raio. Abrigo seguro é prédio ou carro fechado. Quiosque e guarda-sol de praia não protegem.
8. Frente fria no litoral
Antes: o vento de nordeste enfraquece, gira para noroeste (terral) e a pressão cai. Na passagem: nuvens, chuva e às vezes tempestade. Depois: vento sul forte e úmido por dias, até o nordeste voltar.
9. Névoa e teto baixo
A Baixada é úmida e tem névoa frequente de manhã e depois das frentes. A ANAC só permite voo visual, de dia e vendo o solo: sem visibilidade, não se voa.
10. A previsão
Windy e Windguru mostram vento, rajada e direção por hora, em vários modelos. Se os modelos discordam, a incerteza é grande. Olhe o vento no solo e a cerca de 750 m (925 hPa).
11. O METAR de Guarujá
Boletim do aeródromo a uns 8 km da rampa (código SBST). “14004KT”: vento de 140° a 4 nós. “G” indica rajada; “TS”, trovoada; “BR”, névoa. “Q1008”: pressão caindo dia a dia pode indicar frente.
12. A checagem do tempo
Três dias antes e na véspera: vem frente? No dia: METAR, satélite e avisos. No pouso: biruta e anemômetro. Na rampa: medir de novo e observar 10 a 15 min. A decisão final é do instrutor.
13. Resumo em 3 pontos
1. Ar instável traz térmicas e rajadas: aluno voa sem térmica. 2. Nuvem crescendo ou trovão: pouse. 3. Antes de ir à rampa, previsão e METAR. Pergunta: o que o vento girando para noroeste anuncia?
Como isso entra no curso
Este módulo é dado em sala, antes do primeiro voo, pelo próprio Eladio. Os cards são o roteiro da aula: a explicação, os exemplos da rampa do Itararé e as perguntas acontecem ao vivo.












